Firjam – Entrevista: tecnologias de impacto para as empresas

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Entrevista: tecnologias de impacto para as empresas

A inovação é primordial ao desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços para o setor industrial. Nesta entrevista, André Miceli, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), fala sobre as tecnologias que terão maior impacto para as empresas nos próximos anos e como podem ser absorvidas por elas.

Sistema FIRJAN – Quais são as tecnologias que terão mais impacto para as empresas?

André Miceli – Existe um estudo da consultoria PwC, com o qual eu concordo, que aponta oito tecnologias principais. São estas: a realidade aumentada, internet das coisas (IoT), robotização, impressão 3D, realidade virtual, inteligência artificial, block chain e drones. Eu acrescentaria mais uma, que é o big data. O fato de todas essas tecnologias gerarem muitos registros exige que exista um instrumento que faça a consulta desses dados e, a partir dessa consulta, se gerarem insights e conclusões para negócios.

Sistema FIRJAN – Quais são as aplicações possíveis dessas tecnologias?

André Miceli – De maneira geral, vemos algumas dessas aplicações ainda em estágio experimental. No que diz respeito à realidade virtual e realidade aumentada, são feitos muitos testes na indústria do entretenimento. Não temos no Brasil ainda algo muito consistente no que diz respeito ao modelo de negócios. Os block chains, que são os sistemas que garantem segurança de transações com moedas virtuais, dão muita transparência aos processos e irão mudar paradigmas no que se refere à formalização das relações de negócio. Já a Internet das Coisas, que envolve equipamentos ligados entre si num ambiente máquina a máquina, irá transformar nosso cotidiano com objetos inteligentes, como os carros autônomos.

Sistema FIRJAN – Essas tecnologias têm potencial para aumentar a produtividade da indústria?

André Miceli – Sim. Há um enorme benefício em termos de produtividade, principalmente com a robotização. Outros modelos de negócio vão surgir, impactando mercados que vão desde os serviços financeiros aos de energia. Todos os setores terão que se voltar para a experiência completa, e isso será um diferencial importante; a indústria precisa se preparar. Alguns produtos vão sumir, porque não serão mais necessários. Vamos assistir o celular se fragmentando, por exemplo. Haverá outros gadgets que vão fazer as funções do celular.

Confira a entrevista completa na Carta da Indústria 752.

Fonte: Sistema FIRJAN