Monitor Digital – Ele, robô

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Ele, robô

Especialistas do MIT trabalham com cenários em que o avanço da robótica pode levar a uma taxa de desemprego mundial de 80%. Sobrarão para os seres humanos profissões que exijam criatividade, algo intrínseco ao ser humano que os robôs não têm. Mas… por quanto tempo? O avanço da Inteligência Artificial (IA) impressiona. Recentemente, o Facebook encerrou seu projeto que criou uma linguagem própria que não pode ser compreendida por humanos. Vem às mentes o cenário que o cinema costuma apresentar com a aniquilação da humanidade pelos robôs. Para o coordenador acadêmico do MBA em Marketing Digital e do Post-MBA em Digital Business da FGV, André Miceli, isso não deve acontecer, mas teremos problemas.

Um deles é como a população vai lidar com a IA. Miceli alerta para o fato de que 8robôs diminuíram de tamanho, tiveram sua capacidade de aprendizado ampliada nos últimos anos, deixaram de ser usados apenas para atividades físicas e passaram para as intelectuais. “Esse movimento trará grande impacto para as economias e deverá impulsionar a automação. Muitos profissionais serão substituídos por máquinas. Essa automação está a poucos passos de ganhar uma escala que vai mexer com todos nós”, afirma o especialista.

Para o MIT, o desemprego resultante é principalmente uma questão econômica e política. No quadro que se desenha atualmente, haverá pouca gente trabalhando e a maioria terá que se virar com um subsídio – talvez a renda mínima universal. A dúvida, sustentam os pesquisadores da universidade norte-americana, é de onde se conseguirá dinheiro para pagar a ajuda. André Miceli, da FGV, afirma que será necessário pensarmos em alternativas econômicas, já que não haverá emprego para todos nesse novo cenário que se aproxima. “Precisaremos nos adaptar a um mundo novo e estar dispostos a abraçar as inovações tecnológicas, uma vez que quem não estiver liderando a mudança, poderá ser atropelado por ela”, avalia o professor.

As iniciativas de carros autônomos – vinculados à Uber? – tratores que fazem a colheita sozinhos e outras inovações trazem à mente livros de Asimov, K. Dick e Huxley. E esse futuro não está assim tão distante.

Exemplo

A produtividade da cultura do guaraná pode aumentar sete, até dez vezes, graças às cultivares desenvolvidas pela Embrapa Amazônia Ocidental (AM). No município de Maués (AM), o pequeno produtor Adeílson Gomes de Souza, o seu Dedé, produzia em média 70kg de guaraná por hectare até 2010. A cultura estava ficando inviável.

Em sete anos, seu Dedé viu sua produção aumentar para uma média 400kg a 500kg de semente seca por hectare. “O que eu produzia na minha área toda, hoje eu produzo em apenas um hectare”, comemora.

A Embrapa é, junto com o Cenpes da Petrobras e outros poucos centros de excelência, a prova de que o Brasil tem capacidade e só tem a ganhar se investir em pesquisa e inovação.

Imune

Enquanto direita e esquerda discutem se o PT é uma seita, e qualquer ataque a Lula, uma heresia, o sistema financeiro continua à margem de qualquer crítica ou denúncia.

Dependência

O Dia da Independência passou quase como um dia normal, com o comércio aberto e boa parte dos serviços funcionando. Pode-se atribuir parte da explicação à crise econômica, mas a indiferença da população à data foi gritante. Camisas amarelas, assim como os patos da mesma cor, ficaram nas gavetas.

Fonte: Monitor Digital