Clube Fm – Especialista dá dicas para evitar fraudes na Black Friday – #ClubeNotícias

De acordo com a Ebit, as vendas online da Black Friday neste ano deverão atingir R$ 2,185 bilhões

Especialista dá dicas para evitar fraudes na Black Friday – #ClubeNotícias

A Black Friday – data ‘importada’ dos Estados Unidos que propõe um dia inteiro de vendas online com descontos – deve mais uma vez movimentar o comércio brasileiro. Programado para o próximo dia 24, as promoções são estendidas para a semana em algumas empresas e devem aumentar as vendas entre 15% e 20% no período, segundo pesquisa divulgada pela Google.

De acordo com a Ebit, as vendas online da Black Friday neste ano deverão atingir R$ 2,185 bilhões, alta de 15% na comparação com 2016. Já com relação ao número de pedidos, a estimativa é que suba 7,7%, passando de 2,92 milhões para 3,1 milhões. O tíquete médio (faturamento por pedido) deverá ser de R$ 695, alta de 6,4%.

Pedro Guasti, presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP e CEO da Ebit, afirma que a data já está consolidada no comércio brasileiro e “é esperada com ansiedade pelos consumidores que têm acesso não somente às ofertas nacionais, mas também ao que é ofertado mundialmente via comércio eletrônico.”

Entretanto, os consumidores devem ficar atentos às promoções e fraudes nas compras online. De acordo com o relatório Norton Cyber Security Insights, o Brasil é um dos países que mais sofrem ataques cibernéticos do mundo, ficando com a quarta posição no ano passado. Em 2015, o país teve um aumento de 10% no número de crimes virtuais.

Cuidados

Os ataques dos cibercriminosos têm crescido em duas novas modalidades de phishing: via SMS e compra de anúncios em redes sociais. Andre Miceli, professor e coordenador do MBA em Marketing Digital da FGV, afirma que alguns cuidados ajudam a evitar que o internauta seja vítima desses golpes.

Baixar aplicativos apenas de lojas oficiais, como Google Play ou App Store – da Apple – estão entre as principais recomendações. Além disso, o usuário deve desconfiar de aplicativos que solicitam permissões suspeitas, “como acesso a contatos, mensagens de texto, recursos administrativos, senhas armazenadas ou informações do cartão de crédito”, diz.

“Também confira o plano de fundo de um aplicativo antes de fazer o download. Pesquise o desenvolvedor e conheça a ortografia das marcas. Alguns desenvolvedores mal intencionados escrevem o nome errado das marcas para ludibriar os usuários”, completa Miceli.

Atualizar o antivírus do aparelho onde será feita a compra, evitar realizar pagamentos por meio de computadores de terceiros ou redes Wi-Fi públicas, checar a reputação da empresa e nunca “fornecer dados do cartão de crédito, ou dados confidenciais, como senha ou código de segurança de sua conta bancária, em sites sem conexão segura ou em e-mails não criptografados são atitudes que ajudam a evitar esse tipo de situação”, diz o professor.

Segurança

Além dos ataques online, a Fundação Procon SP informou que vem agindo contra as fraudes nos preços. Desde setembro, o órgão está monitorando os preços dos artigos mais procurados, assim como os sites de vendas mais populares.

“Assim como algumas lojas antecipam as promoções, a equipe do Procon vai iniciar o monitoramento no dia anterior (23/11) às 19h estendendo o plantão até a 01h00 do dia 24, quando o plantão será estendido até ás 22h”, diz o órgão.

Além disso, a fundação lançou uma lista com uma relação de sites que devem ser evitados. São mais de 500 endereços que o consumidor deve evitar. Ainda de acordo com o ProconSP, esse endereços “tiveram reclamações de consumidores registrada, foram notificados, não responderam ou não foram encontrados”.

Lojas

Apesar de a data ser focada no comércio eletrônico, as lojas físicas também participam das promoções. Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que os consumidores consideram gastar cerca de R$ 1 mil este ano.

Smartphones (29%), roupas (28%) e eletrodomésticos (25%) lideram o desejo de compra. Os ambientes preferidos são os sites de lojas nacionais (56%), mas os shopping centers vêm em segundo lugar, com 23%.

Aos comerciantes, a FecomercioSP aconselha observar o Código de Defesa do Consumidor e fazer a oferta de forma clara, adequada e precisa. “É importante que o varejista, ao divulgar seu site, não anuncie produtos que não estejam em estoque e que permita também pagamento via boleto ou débito em conta e investir para que a página não fique congestionada ou fora do ar”.

Além disso, quando apresentar um produto, o preço deve ser claro e de fácil visualização. É importante ainda possibilite aos consumidores entrarem em contato pelo mesmo canal onde efetuou a compra, bem como identifique outras opções possíveis.

Fonte: Clube FM