Uol – A fila andou

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A fila andou

Há pouco mais de um ano quem imaginava que muitas das capitais brasileiras estariam com patinetes elétricas alugadas circulando para lá e para cá? E há dois anos, que teríamos uma epidemia de entregadores do Rappi ou Uber Eats? Vamos um pouco mais longe: há menos de dez anos, sequer usávamos Netflix ou Uber. Trocamos o telefone pelo WhatsApp, as agências de viagens pelo Booking, os CDs pelo Spotify…

Todas essas tecnologias mudaram nossas vidas rapidamente –ou pelo menos mudaram nossa relação com os serviços. Fizeram também muita gente ficar rica. A Uber, que acabou de abrir seu capital e atingir um valor de mercado de mais de US$ 80 bilhões, não me deixa mentir.

Ainda não dá para saber se ela realmente vai se provar uma empresa que vale tudo isso, mas podemos dizer com certeza que ela mudou o jeito como circulamos pela cidade. E isso não é pouca coisa para uma companhia fundada faz uma década.

Uber, iFood e mais: app viram fonte de renda de quase 4 milhões

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O caso Uber explicoisaca muita

Quando a empresa mudou a dinâmica dos transportes nas grandes cidades ao ampliar o acesso a carros compartilhados, ela causou uma pequena revolução. A tecnologia permitiu oferecer um serviço de táxi por um preço muito menor, o que parecia mágico e até mais sustentável.

Mas a real é que não foi por isso que a empresa atingiu um valor de mercado tão alto. Ainda não há evidências de que o modelo em si possa ser lucrativo. O cenário de corridas muito baratas, acirrado pela alta concorrência e acompanhado por um séquito de motoristas mal remunerados, não parece promissor. Segundo o último balanço, a empresa perdeu US$ 1,8 bilhão em 2018 –é bem menos que os US$ 4,5 bilhões que perdeu em 2017, mas a Uber (ou qualquer outra empresa de carona, vale dizer) ainda não explicou como pretende dar lucro.

Fontes ligadas à companhia disseram à Reuters que o grande atrativo da companhia está no volume de dados que ela detém. Isso sim pode ser muito lucrativo. “Os investidores estão vendo valor em características colaterais desse negócio. A Uber tem os dados das viagens e pode vender depois para indústria automobilística, fazer campanha de marketing com empresas que vão estar no percurso e colocar anúncios dinâmicos”, explica Miceli.