Jornal do Brasil – Facebank?

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Facebank?

Nesta semana, o Facebook esteve presente no Capitólio em Washington D.C. para falar sobre o assunto do mês: a Libra. Mesmo com lançamento apenas para o próximo ano, a novidade já despertou importantes debates no meio econômico.

Após dois dias no centro do governo norte-americano, o Congresso está exigindo respostas sobre a nova criptomoeda. Entre as demandas, está a formalização tradicional da Libra, baseado no antigo ceticismo usado por bancos centrais, por exemplo.

Enquanto isso, o executivo da empresa, David Marcus, tentou dar mais explicações sobre a criptomoeda e que deseja trabalhar junto ao Congresso para tirar a Libra do papel. No entanto, diversas dúvidas ainda permeiam o projeto, como sua regulação e localização.

O Congresso questionou sobre quem estaria por trás de regular a Libra, se o Facebook seria esse novo banco. Marcus já negou esse papel da empresa, pois a criptomoeda será supervisionada pelas organizações parceiras e não serão oferecidos serviços bancários, como contas bancárias, juros ou depósitos. Vale lembrar que, como já divulgado, a Associação de Libra possui, até o momento, 28 empresas “fundadoras”. Entretanto, o Facebook foi a única a ser questionada pelo Congresso dos Estados Unidos.

Sobre a sede na Suíça, um dos principais questionamentos dos deputados, o executivo afirmou que a escolha foi pautada no oferecimento de uma “plataforma internacional”. Assim, a Libra tem a capacidade de ter reconhecimento mundial e, além disso, o país também sedia outras instituições globais relevantes, como é o caso da OMC, Organização Mundial de Comércio.

Outro ponto importante é que a publicidade na rede social é vista como uma maneira de aumentar o comércio e contribuir para a Libra. Quanto mais pessoas tiverem carteiras digitais, mais compras podem acontecer no Facebook, Instagram ou Messenger, e esse comportamento abre portas para um maior incentivo de marketing nesses locais.

As questões que envolvem a Libra não param de aumentar e muitas delas não serão respondidas agora, especialmente por ainda não estar no mercado. Mas legisladores já pontuaram em suas discussões sobre a criação de um regulador para moedas digitais ou utilizar uma legislação mais ampla para o caso da Libra. Com certeza, ainda há um longo caminho e resoluções para as criptomoedas.

IBM + Red Hat

Em outubro de 2018, a IBM anunciou a compra da Red Hat por US$ 34 bilhões de dólares. Hoje, a principal empresa de tecnologia e inovação é dona da líder mundial de fornecimento de soluções de software open source.

O início da administração está marcado para 2 de agosto e está sendo encarado como uma importante jogada, devido à complexidade e tamanho da compra. Um marco dessa transação é o crescimento das ações de 2,7%, atingindo a maior alta desde outubro. Ao todo, as ações da IBM subiram 29% em 2019.

Enquanto isso, especialistas apontam impactos para ambas empresas nesse novo cenário. Há quem destaque a queda das contratações em 14%, comparando com o ano anterior, ou sobre problemas estruturais que ocorrem com o segmento de software e serviços da empresa.
Por outro lado, muitos já apontaram que a IBM investiu no lugar certo para alcançar um maior crescimento no mercado e que a jogada foi importante para aumentar sua visibilidade no mercado, capacidade de consistência nos negócios e margens junto a Red Hat. Entre as análises e expectativas, o jeito é aguardar o início de agosto para observarmos os impactos na prática.

Microsoft e os hackers eleitorais

Na última quarta-feira, a Microsoft destacou sua preocupação com as possíveis interferências nas próximas corridas eleitorais americanas. O vice-presidente da empresa, Tom Burt, comentou sobre as descobertas dos ataques de hackers que têm como foco organizações fundamentais para o sistema democrático. Em recente pesquisa feita pela empresa, foi descoberto que na eleição nos Estados Unidos de 2016 hackers tentaram mais de 700 vezes se infiltrar em alvos relacionados à política.

Além disso, os estudos da empresa demonstram a confiança e interesse de nações nos ataques cibernéticos para obter inteligência, influência na geopolítica, entre outros objetivos.

As descobertas e resultados aumentam as preocupações sobre a eleição de 2020. Os ataques cibernéticos podem ser maiores, atingindo novamente as redes sociais e modelando o resultado. Nesse panorama, a Microsoft é uma das empresas que tem trabalhado para candidatos, autoridades eleitorais e organizações não-governamentais após os ataques e infiltrações nas eleições presidenciais.

Fonte: Jornal do Brasil